quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Demonstração de perda de grave em digital.


Houve o clipping (Perda) porque o sinal de grave ("Onda grave") ultrapassou o limite de 0dB e o software de gravação "clipou", ou seja, anexou as freqüências num mesmo nível limite. Numa gravação analógica esse mesmo sinal não teria perdas mesmo ultrapassando o limite de 0dB, desde que até um limite indicado de +6dB.

sábado, 3 de janeiro de 2009

O que é erro de Dithering (Erro de meio tom) e suas conseqüências. Em resposta a uma pergunta sobre um texto.


A ilustração acima, de minha autoria, demonstra os prejuízos da digitalização do analógico para o som dito "som digital". No meu blog vilnaveia explico porque essa expressão é equivocada, uma vez que na ponta todo som há que ser analógico (Senão nossos ouvidos não ouviriam), pelo fato do nosso cérebro não identificar 0 e 1 (Binários digitais). O termo correto seria som analógico digitalizado e não "som digital" como a mídia culturalmente hipossuficiente divulga.

Esta demonstração, imagem gentilmente cedida por Claudio H. Picolo, ilustra o erro de Dithering em imagens de vídeo. A tradução para os termos técnicos em inglês é, respectivamente: Padrão dithering, difusão dithering e "ruído" de dithering. Erro de Dithering, como direi adiante, pode ser traduzido minimalisticamente como Erro de Meio Tom.

Resposta a um texto que me foi enviado: Primeiro o autor do texto em espanhol afirma, ou seja, fala a bobagem de que os sistemas analógicos são vulneráveis... O autor confunde "vulnerável" com "delicado". O que é delicado há que se cuidar. Ex: Uma Lâmpada, uma lâmina de microscopia. Depois veio com mais bobagem: De dizer que quanto mais se aumenta a amostragem mais se faz fidelidade. Bobagem repetitiva de sites que por debaixo do pano querem inverter a situação atual de superioridade analógica do conhecimento da maioria das pessoas. (atual de dois anos pra cá...). É o seguinte: O sistema é binário. Isso não muda. E quanto mais se quantifica em número de amostras, mais erro se produz... Vou mandar-te uma foto do que seja erro de dithering (Ilustração acima). Ou a senóide é replicada nos valores criados analogicamente ou não se tem fidelidade, o que se terá será destruição da integridade dos harmônicos da série de Fourier e consequentemente, os Formantes dos instrumentos acústicos.Uma onda física se transforma, numa gravação, numa onda elétrica composta de valores quebrados... (Tudo em milivolt) Ex. 1,37 mv, 0,31 mv, 0,077, 1,76, 4,87... etc...Nessa mesma seqüência, seriam transformados, digitalmente em: 1; 0; 0; 1; e 4... Então não há replicação fiel e isso tem uma conseqüência em termos de física do som.Além disso, são gerados valores inaproveitáveis - os erros de dithering, que terão que ser aleatoriamente distribuídos pelo conversor. E é só, José. O resto é pura subjetividade ou mentira. Um CD-R Jamais reproduz um vinil igualmente. Se a gravação é simples, apenas usando-se um conversor padrão RIAA acoplado ao PC como um Beltech, você sentirá perda de agudos e de dinâmica (Leia-se... Efeito Palco e clareza de sons). Se gravado por um profissional com, por exemplo, que use um Soft NAGRA, você terá som excessivamente brilhante (eles fazem isso para compensar a perda de dinâmica, pois certas músicas "clipam" (erro de Clipping ou erro por limitação da dinâmica do sinal de áudio) e o limitador achata a dinâmica e se perde palco e clareza e distinção de sons. Mesmo que a relação sinal-ruído (Noise-ratio) seja de 96 ou até 100 dB, isso não resolve o problema da perda da dinâmica nas freqüências médias mais altas e nas agudas altas. E em relação ao grave, o prejuízo fica por conta da destruição da fidelidade dos harmônicos (Da série de Fourier) audíveis de cada nota, em número de dez. Mas eles são infinitos, aviso...
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Conclusão: Digital é cópia, e pior, cópia de cópia, pois a LEITORA É RESPONSÁVEL PELA SEGUNDA CÓPIA. E se colocarmos a fase do sóm real, será cópia de cópia de cópia (Som real + Som analógico convertido + som analógico remendado pela leitora).Analógico: Microfone - Eletrificação da onda física (transdução) - Nova transdução, agora física no estilete de corte do master vinil (o negative) (Mas a onda não mudou, até agora, só uma cópia, a do físico pro elétrico). A prensa prensa até tantas cópias igual ao positive, com total exatidão dos registros. A cápsula do toca-discos retira com exatidão o que foi eletrificado e fisicamente impresso em registros de PVC ou sulcos. Conclusão: 1 cópia do som real. Digital: Microfone - Eletrificação da onda física (transdução) (1 cópia) - Conversão em Digital (DAC) (2ª cópia) - Master Glass - disco de vidro perfurado (e não cortado como no analógico) - prensagem do negative para gerar o positive - cópias, CD's Worm. Até aí 2 cópias. Ao ler, teríamos uma terceira cópia, pois a leitora introduz via sampleamento (exemplificação, amostragem) o que falta para o CD tocar. O CD, o SACD, etc., traz apenas 50% do registro. O restante é "inventado" pela leitora.
E mais: Omitiu a análise em 3D que se faz de uma gravação digital de uma música de rock, com guitarra distorcida, onde na imagem colorida se vê verdadeiros buracos nas freqüências da guitarra. Abraços, Joaquim.




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Interessante é visão de Claudio H. Picolo sobre essas mesmas perdas digitais:




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Todo processo de digitalização que presenciei até hoje sofre perdas consideráveis conforme segue:
1 - O pré-amplificador é a primeira coisa que o sinal encontra depois que sai da cápsula. Se há alguma distorção na equalização RIAA, Já era. (Estou para experimentar a inserção do sinal direto para dentro do computador e corrigir a equalização RIAA bem como a curva de resposta da cápsula já no mundo "digital" antes do "downsampling").
2 - Toda digitalização requer que o "digitalizador" (no meu caso, o computador) tenha o sinal de entrada regulado para um "máximo" cuja amplitude não ultrapasse 0dB em hipótese alguma, ou haverá "distorção por clipping" (tudo o que passar de 0dB se "perde para sempre", o que no mundo analógico não acontece: Vira "distorção por saturação", em que o sinal sofre uma "compressão").
3 - Para o máximo aproveitamento das nuances dentro do "mundo digital", é comum que se use um recurso chamado "normalização": Um algoritmo que "puxa" o pico mais alto do sinal digitalizado para um valor especificado (usualmente 0dB), "arrastando" os outros níveis de sinal proporcionalmente. (Essa é a explicação do por quê o sinal digital proveniente de CD muitas vezes tem amplitude tão alta).
4 - Como a normalização gera um sinal um tanto artificial, existem os programas de compressão dinâmica multibanda para corrigir isso como por exemplo: O Waves "Linear Phase Multiband Compressor", bem como algoritmos de "dithering" que "disfarçam" essas "adaptações" com pequenas flutuações no sinal inseridas artificialmente para reduzir os efeitos de interpolação gerados na normalização, que como já foi dito, deixam o sinal um tanto "artificial".
5 - Por último, há os filtros para tirar ruídos, estalidos, etc. Que normalmente operam nos níveis mais baixos de sinal, "sumindo" com certos sinais que "se misturam" ao ruído de fundo.




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Claudio H. Picolo.




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Observações: Mas a distorção é controlável e pode ser perfeitamente agradável, até um limite seguro de decibel acima do zero. Para que haja distorção por intermodulação no circuito de correção da banda do LP com um produto negativo é necessário ter havido dois erros: 1. Imperícia do engenheiro de áudio, pois a gravação analógica tem a "benesse" de, em certas músicas (A cada música, um nível em dB e isso só o vinil permite) seguir-se aumentando o volume de gravação (VU) até o "pico" de +6dB (Altura do volume de gravação) (John Vestman) e com isso deixar uma relação sinal-ruído, altura e dinâmicas ótimas na gravação. 2. Má qualiade do circuito inversor da equalização padronizada pela Associação Americana da Indústria de Gravação (RIAA - Recording Industry Association of America).




Clipping - Além de consideráveis perdas, há o achatamento da dinâmica do som prejudicando o efeito palco nas medias freqüências de alto volume e também nas altas que ultrapassariam facilmente os 20 kilohertz se não houvesse o limitador do software digital.




Estalidos: Podem ser provenientes também de energia estática. Para sua evitação, há que tirar-se a energia estática do ambiente de gravação com pistola anti-estática. Outra observação importante é que o toca-discos, além de pés apropriados, deve estar localizado numa casa ou prédio sem a influência de vibrações de grandes amplitudes, inaudíveis (Mas mecanicamente influenciadoras), provocadas por avenidas ou estradas movimentadas ou outras fontes externas de vibração. Daí os altíssimos preços dos toca discos à vácuo, que podem chegar à casa dos milhares de dólares (U$$ 140,00).




Normalização: O mesmo que nivelamento de sinais numa mesma altura.




Amplitude: Não confundir com Altura. Amplitude de um sinal é a faixa de freqüência variável atingida pelo mesmo, que no caso das cápsulas Grado Gold, vai de 20 hertz a 60 Khz.




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Joaquim Martins Cutrim. joaquim777@gmail.com

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O HD é uma mídia digital ou analógica? Quem se arrisca?

Pergunta: Computador é mídia analógica ou digital? (Na realidade, nenhuma, nem outra...)

Computador não é mídia. Ele pode até TER uma mídia dentro dele, como o disco rígido do HD. Mas ele não é mídia. Mídias ou médias, são jornais, livros, palestras, entrevistas transmitidas via rádio, TV ou internet... O computador não é mídia porque ele precisa ser ensinado a: Primeiro, a ser computador... Formatação do HD. Depois, inserção de um programa do tipo sistema (Windows, Linux, etc.). Depois, inserção, no caso, programa que viabilize uso de internet contratada (paga) ou gratuita. E finalmente, um provedor lá do outro lado que viabilize o envio de informações. Mesmo assim, ele não será mídia, será viabilizador de mídia publicitária. Será como um "mero e genial radinho": Um instrumento de mídia. Não devemos confundir palavras que tem duplo sentido, como mídia publicitária e mídia de registros. Mídia publicitária é conjunto de informações, como matérias jornalísticas, livros, etc. Mídia de registros, como o nome já induz, é elemento arquivador de registros, como um LP, um CD, um DVD, uma fita magnética, uma fita de papel furadinha, um cartão de loteria, um cartão de concurso, etc... E também não devemos confundir computador com internet. Computadores foram feitos inicialmente para elaborar cálculos complexos em alta velocidade. Só depois, o mesmo virou “radinho de pilha”, em uma de suas inúmeras utilidades, pois passou a transmitir informações. Depois vou explicar como e porque não existe essa ficção de eletrônica digital: Toda eletrônica é analógica, o resultado pretendido é que pode ser digital ou analógico, onda dentada ou onda redonda, onda não detalhada (digital) e onda detalhada (analógica), mesmo que carregue consigo resultados não desejados. Até mais. Joaquim M. Cutrim

Em um computador pessoal, toda eletrônica embarcada nele é analógica. Mesmo as memórias. Porque? Porque as memórias são analógicas uma vez que utilizam um chaveamento chamado “flip-flop”. Esse conjunto de chaves recebe sinais ELÉTRICOS (e não dados!), que de acordo com suas características, irão comandar as chaves em um dos dois únicos sentidos em que ela opera. Convencionou-se que, se ela fica em “tal” sentido, será um sinal que significará “zero”. Noutro, será 1. Mas isso é uma convenção humana para dar a esse elemento analógico, uma finalidade digital. A de fornecer sinais exatos, discretos, não detalhados, mas precisos. Porque? Porque o detalhamento trazia outras informações indesejadas para o circuito. Então está explicado porque uma memória RAM, por exemplo, é um componente analógico PRODUTOR de resultados digitais. Até porque dado é resultado, e não estrutura eletrônica. Então memórias RAM, Cachê, e outros integrados destinados a produzir sinais digitais ou melhor dizendo, a converter sinais analógicos em digitais no interior do computador (Que aliás, é um depósito de conversores analógico-digitais e vice-versa), são componentes analógicos com fins digitais. Já os outros componentes do computador, que funcionam isoladamente como capacitores, diodos, bobinas, indutores, mini-potenciômetros (trimmers e dimmers), resistores, são exclusivamente analógicos, pois produzem resultados analógicos, sua função na placa mãe ou de vídeo, ou outras “cards”, são funções analógicas... O sinal entra analógico, é moldado sem perda nenhuma, mudando apenas parâmetros como tensão, miliamperagem e freqüência. Ou seja, não existe eletrônica digital... O que existe é eletrônica analógica com finalidades, ou digitais, ou analógicas, ou mistas, produzindo resultados digitais ou analógicos ou os dois trabalhando em conjunto.

Esse termo "Eletrônica Digital" foi criado para fins pedagógicos, para se dizer que é uma área que estuda os resultados digitais produzidos por um circuito eletrônico, que será sempre analógico na sua estrutura. (O chaveamento responde analogicamente [Ana, do grego, igual] em outro parâmetro ao sinal elétrico que lhe é inserido.

C., não é bem assim...
Segue abaixo a informação da Wikipédia trazida a nós pelo seu link:

Digital Compact Cassette - Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Digital Compact Cassete - DCC - é como se chama a tentativa de levar ao formato digital as cassetes analógicas.

"Os aparelhos DCC tinham a particularidade de tanto trabalharem com as novas cassetes DCC como com as antigas analógicas. Após uma guerra comercial com as cassetes DAT, da concorrente Sony, ambas perderam o mercado para o novo formato MiniDisk. A perda foi possível pela praticidade e segurança do Mini Disk, apesar da superior qualidade do DCC e do DAT que utilizavam fitas, estes por sua vez se tornaram frágeis em seu armazenamento.Por exemplo, uma fita DAT mantida em um gravador por um certo tempo dentro de um ambiente com ar condicionado causava humidificação nas cabeças. Já o Minidisk trabalha em ATRAC 3 com excessiva compressão DIGITAL e dependendo da pressão sonora do ambiente se perdem harmônicos importantes e o som registrado se torna estranho".

Resposta de Joaquim: DETALHE: Fita nenhuma é para ser guardada no compartimento do tocador, ou do "player", como uns preferem. Qualquer fita deve ser guardada corretamente, e o modo correto é o seguinte: Você tem que rebobinar a fita para um ou para o outro lado, esvaziando um dos carretéis. Porque? Porque carretéis se comportam como ímãs e podem comprometer a qualidade da gravação com a desmagnetização mútua de ambos os carretéis, um desmagnetiza o outro (na realidade, mais precisamente, mexe com o rearranjo das partículas de óxido de Ferro)... Tudo isto por indução eletromagnética. Então não é a DAT que não presta, é o seu operador que é um burro...rs rs! Fitas magnéticas devem ser guardadas totalmente rebobinadas em locais arejados para evitar fungos e com a mesma temperatura que o corpo humano gosta... em geral: de 23 a 27 graus célsius. Frágil é o disquete, que quase sempre é acometido de problemas que, por ser digital e a os padrões de leitura digital não aceitarem mais de 200 erros de bloco, ou no caso do disquete, pode ser até bem menos (desconheço o"Red Book dos disquetes), DÃO MENSAGEM DE: "Disquete não formatado..." Ou: "Há dados corrompidos, a mídia não pôde ser aberta..."; ao contrário das fitas magnéticas no formato cassette, que agüentam até ÁGUA!!! Isso mesmo, IMERSÃO EM ÁGUA e depois de secas, tocam normalmente. Eu sou testemunha disso juntamente com outras pessoas, pois tive umas 100 ou mais fitas que por estarem dentro de um recipiente receberam líquido com sabão em pó despejado por uma máquina de lavar... Isso mesmo! Depois de 1 mês (tempo que eu dei) de colocadas dentro de um isopor em um quarto meio quente, secaram e tocaram normalmente, reproduziram as vozes n-o-r-m-a-l-m-e-n-t-e! Inclusive uma lista telefônica minha "falada". Aí é que devemos ter cuidado com informações, mesmo sabendo que a Wikipédia é merecedora de credibilidade. Mas há que se ter um filtro: Você deve entender também do assunto, senão posta o que não é verdade. Fitas cassete duram anos e anos, sem problemas, ao contrário dos meios digitais, que são, inerentemente intolerantes e frágeis.
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15:53 (4 horas atrás) (12/11/2008).
Van *contente*
Nossa Joaquim!
Que aula heim? Nossa show demais!
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Joaquim Martins Cutrim. E-mail: joaquim777@gmail.com

domingo, 10 de agosto de 2008

HD Grava melhor do que o Master Glass?

JOAQUIM CUTRIM OPINA:
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Minha conclusão: O HD é uma mídia magnética e pode acrescentar às cópias o efeito de tornar "woodier" and "silkier" o som, principalmente dos instrumentos acústicos. Daí uma das melhorias, pois o emadeiramento e o aveludamento provocado pelo efeito magnético melhoraria o som. Outra coisa é que um HD lê semelhante um Tape Deck, sem o hiss; e é também uma leitura analógica melhorada: Ele trabalha à vácuo e a leitura não é feita por canhão, e sim por uma cabeça que se aproxima mas não toca a superfície da mídia magnética. Ela se aproxima nanômetros mas não toca a mídia. Isso é muito mais perfeito do que tiros de canhão que podem ir perdendo o foco com o tempo, ainda tem isso. Mas para mim, o que pode estar aí fazendo a diferença que dizem os audiófilos de sons digitalizados é o efeito "wooding" and "silking" dos meios magnéticos. Talvez seja melhor ir por este caminho e pesquisar mais esse porquê.
Joaquim M. Cutrim joaquim777@gmail.com
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PS: Um "master glass" produz perfeitamente só até 10.000 cópias. Esse limite tem que ser respeitado. Estão respeitando? Outra: o controle de qualidade artesanal é um - o interessado é o próprio copiador. E o industrial? Será que ele tem mais interesse que o particular no controle de qualidade?

domingo, 3 de agosto de 2008

LP não tem porque chiar.

Outra coisa que preciso explicar e que é fonte de uma grande injustiça em relação ao vinil: LP não tem porque chiar… Isso é coisa de quem não conhece, NEM O PRODUTO, NEM TOCA-DISCOS! Quando um LP “chia” é porque: Ou ele rodou anos e anos a fio com a mesma agulha, que se desgastou (a validade é de 500 horas) e conseqüentemente destruiu os sulcos (grooves) ou uma faixa deles (já que nem toda agulha tange no mesmo ponto, ou simplesmente porque está sujo!!! LP brilhando não quer dizer que esteja limpo! Tem que ser lavado sempre que se notar som ruim ou agulha sujando ao percorrer a faixa ou, mesmo começando limpa, chegar suja ao fim da faixa. Não pode chegar suja no final do vinil, jamais. Senão tem que lavar, e lave de acordo com as minhas sugestões (siga a risco) em http://limpezadevinis.blogspot.com Quantos aos estalinhos e plics e plocs, isso é coisa de quem não deu valor ao objeto, não o manuseou corretamente e o deixou em cima de mesas, deixou raspar ou encostar em móveis ou em outros objetos pontiagudos, mesmo que de madeira. Mas mesmo assim GARANTO que os plics e plocs, estalinhos, NÃO RETIRAM A FIDELIDADE E NEM A MUSICALIDADE DO LP, pois eles só arranharam as “lands” e não os sulcos, que permanecem íntegos, se houve vigilante troca de agulha. E quanto aos estalos de energia estática, que podem vir mesmo num LP “zero km”, eles podem ser eliminados completamente com uma pistola anti-estática chamada “Zero Static” que pode ser comprada na www.needledoctor.com um dos maiores sites de áudio do mundo, situado em Meneápolis, EUA, com um simples cartão de crédito. Eu tenho alguns LP’s raros arranhados mas que tocam com uma pureza musical incrível.
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Outra resposta:
Meu caro, distribuir pela rede o que? A porcaria de som que é o mp3? Cheio de perdas musicais? E a Capa do Vinil, como v. vai distribuir pela internet? V. acha que do outro lado tem alguém com uma gráfica profissional para reproduzir a arte gráfica que é o vinil?O que v. não saca é que a indústria está percebendo um novo nicho comercial: O Vinil aliado ao download. Cada vinil trará um código (senha) para download integral do disco. Outra coisa que v. ainda não “acordou” é que são consumidores diferenciados: O de download, o de CD e o de LP (Embora possam gostar dos 3 ao mesmo tempo, nada impede). O Consumidor de LP, que diga-se de passagem, não se importa com preço, pois um vinil completo é um livro musical, pois traz textos e fotografia, além do som original de gravação, sem conversões ou sujeições a erros de leitora. Então não há como “PIRATEAR” mesmo um som perfeito como o do vinil, encorpado, emadeirado, aveludado e mais equilibrado em termos de médios, agudos e graves. Na conversão para mp3 vão ocorrer perdas lamentáveis para um bom equipamento e um bom ouvido. (Aliás, os jovens que usam iPod andam perdendo a audição, segundo pequisa e mídia televisiva, pelo excesso de volume, pois andam com aquilo na rua e a rua já é por si só barulhenta). Mas voltando ao assunto, também não existe PIRATARIA de capa e encartes de vinil. Ficou claro?
Lembrando que ainda tem o comprador de LP que vai querer passar seu LP para ouvir em CD no carro, já que há muitos já existem toca-discos ripadores (aqueles fabricados com saída USB) (Aqui no Brasil a Sony vende um). Muitos estão comprando estes toca-discos ripadores para gravar sua coleção inteira em CD, para ouvir no carro ou em lugares onde o LP não deve ir… por exemplo, um passeio ao ar livre, onde v. poderá levar um aparelhinho tipo “tamborzinho” para curtir o passeio.
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Marcos comentou: (Em 03/08/08).
Olá, Joaquim. Ha uns tempos comprei uns discos de música classica importados em um sebo. O melhor deles, é um duplo alemão com as Segunda e Nona Sinfonias de Beethoven. Muito bem.... como de costume, lavei os discos com água, detergente e algodão. Coloquei-os para tocar. Para o meu espanto, ELES NÃO ESTALAM! O máximo é um pop bem baixinho, mas insignificante, mesmo em volumes mais altos. Fora a qualidade da musica, o som é maravilhoso.Musica classica, eu compro só disco importado. Os poucos nacionais que eu tenho sao ruins (aquelas ediçoes da Abril Cultural) e colocar o disco alemão perto desses é covardia. É um disco de 75, denso, bem feito e bem acabado, bonito de ver.... e os envelopes sao de papel, nada daqueles plásticos..... o preço nos sebos é basicamente o mesmo, e por isso dou preferencia aos importados.Meu Cabeça Dinossauro em vinil soa ainda mais agressivo que o CD. Comprei o cd e o Nós Vamos Invadir Sua Praia também porque estavam fora de catálogo e ouço eles no iPod ou no computador no serviço. Em casa, só em vinil. Meu toca discos é um Philips AH-928 e já soa assim bem e superior ao CD. Não consigo imaginar meus disquinhos tocando em um TD e equipamento profissa.... Hoje comprei uns compactos, um Procol Harum - A Whiter Shade of Pale, Fevers - Já Cansei, e Hermanns Hermits - No Milk Today. O estado deles estava feio.... mas após uma lavagem ficaram bons (eu nao toco eles sem lavar, mesmo os que compro no Mercado Livre). Aparentam estar sujos ainda, apesar do som ser bom e sem estalos.... por isso vou lavar amanhã novamente. Bem... é isso aí... t+
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Joaquim Cutrim Respondeu:
Realmente, os discos importados eruditos, principalmente, são dedicados a audiófilos e precisam ser grossos para ter uma prensagem mais perfeita, mais potente (mais apertada) para que os sulcos sejam mais profundos e mais bem acabados. Daí precisarem ser de 160 g; 180 ou 200 gramas. A mixagem também é mais cuidadosa, mais discutida com o maestro e talvez seja um analógico puro gravado no sistema Living Stereo, onde não há nenhuma fase digital. O sitema que tem fase digital é o Dynagroove. Living stereo significa estéreo ao vivo, com total ausência de interferência digital.Eu também lavo meus discos, sejam eles comprados onde forem: Lacrados dos EUA ou UK, ou Rússia - os novos, lacrados vem com um óleo originário da prensa nos sulcos e deve ser retirado. E os de sebo, ainda que de execelentes Sebos, como a SEBODODISCO em São Paulo, também tem que ser lavados: Afinal não se conhece o método deles ou simplesmente nunca o foram.Realmente LP não tem porque estalar. Eu me deparei com um sujeito ignorante (no sentido mais correto da palavra, e não chulo) e ele me disse que eu colecionava LP's certamente porque era um saudosista... O cara não me conhecia... Eu disse logo pra ele que som digital não prestava, e que o som fiel seria o do LP porque era íntegro, integral... (Não só fisicamente (Física), mas dentro da minha filosofia de preservação da arte que defendo no meu 1° blog como a minha forma de educação musical e de entender a arte). Ele retrucou na ponta da língua: E os estalos? Dissera-lhe que um LP limpo, bem lavado não estalava assim como um LP "zero Km". E que possíveis estalos que houvessem seriam de estática, e que poderiam ser removidos com a pistola "Zero Static" adquirida na needledoctor. Ele ficou pasmo e eu ainda lhe falei da quantização imperfeita geradora da metalização do som e do 0dB que mata a dinâmica do CD nas freqüências mais altas, pois há um corte pelo software. Ele ficou zonzo... dei-lhe uns exemplares dos meus blogs já impressos pra ele ler e aprender e perguntar o que quiser. Falei-lhe que aquilo era uma pesquisa que já durava 4 anos, junto a fontes internacionais e poucas nacionais. Mudando no mesmo assunto, já há muito estou nessa de redescobrir a música brasieira e internacional dos anos 60, 70 e 80. Há muita coisa maravilhosa simplesmente, como o LP original de Gigliola Cinqüetti de 1968 original que adquiri recentemente pela Sebododisco de São Paulo (40 mil itens). E mais: penso com você: Música deve ser boa pra você, te emocionar, sem rótulos ou preconceitos. Arte não tem bula, como remédio. Pode ter estética, mas isso fica com os maestros e quem conhece. Então pode ser quem for (há muitos chamados de "bregas" que já cantaram clássicos da MB). Nada de rótulos: O crítico e emocionado "sou o eu", e não a mídia de massa, o senso comum arrogante da classe média que pensa que é bem informada só porque lê Folha de São Paulo e Jornal do Brasil, como se esses jornais fossem especializados ou não cometessem imperfeições intelectuais. Penso como Marilena Chauí: Não me informo na mídia: Devemos sentir o mundo e filtrar as notícias com um "background" de sociologia e psicologia. E não precisamos ser psicólogos e nem sociólogos... basta ler, apenas. Leituras científicas, textos elaborados com metodologia científica. Um grande abraço! Joaquim.

sábado, 2 de agosto de 2008

Médios e Agudos Rachados?

Fernando perguntou em 02 de agosto de 2008:
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Em 02/08/08, Fernando escreveu: Olá Joaquim tudo bem? Primeiramente parabéns pelo seus blogs na internet que contém informações importantíssimas sobre o audio analógico e os discos de vinil. É o seguinte, adquiri um toca discos da Numark modelo TT-500 e uma cápsula Stanton 680 com agulha elíptica. Gosto muito da originalidade do vinil e o som desses discos é único, parece uma magia que nos deixa encantados. O problema é que não estou obtendo o desempenho que esperava na reprodução dos discos. Os agudos distorcem em passagens onde o som fica mais "alto" e os médios rachados. Já fiz todo tipo de ajuste no toca-discos. Estou utilizando o braço em "S" para evitar erros de trilhagem, segui na medida do possível aquele tutorial do clube do áudio sobre como instalar uma cápsula... O som no geral é bem definido e tem excelente separação de canais. Acho que o culpado disso tudo deve ser o meu pré de phono. Que deve ser um dos piores phono stage já que ele está equipando um receiver da philips desses mais modernos. Estou pensando em adquirir um pré de phono, dedicado, bem melhor ao que equipa esse receiver. Mas antes de gastar dinheiro num pré de phono gostaria de uma opinião. Será que o meu problema realmente é o meu pré de phono? Você tem alguma sugestão? Obrigado.
Joaquim Respondeu:
Troque apenas a headshell. Pode ser ela a responsável pela ressonância-parasita no cantilever da agulha. Cantilever e Headshell é um casamento único, ou dá certo ou não dá. Isso já aconteceu comigo, médios e agudos rachados - a troca da headshell foi suficiente. Troque também a agulha: Uma agulha só dura 500 horas, a sua já deve estar desgastada, principalmente se v. adquiriu esse conjunto de 2ª mão. Toca-disco NOVO - agulha NOVA! Prefira as agulhas cônicas às elípticas, elas agridem menos os sulcos. Se depois da troca de headshell e agulha (comece pelo item mais barato) aí sim, v. troca o tal pré de phono. Mas pré-de-phono só se usa quando a tensão da cápsula é muito BAIXA, tipo 1,5 mv (Geralmente só Moving Coil é que vem com essas tensões baixas). Fernando, a relação dinâmica entre BRAÇO-AGULHA(Cantilever)-
HEADSHEL é determinante por causa da criação de ressonâncias espúrias canceladoras de freqüências médias e agudas. Esse cancelamento pela inversão da onda vibracional entre esses elementos ou inversão de fase de onda é o responsável por muitos problemas dessa natureza. Mas comece pela agulha, item mais barato.
Você só não me disse se a ortophon era do tipo "Concorde". Aí complica, porque ela é diferente, não há hedshell, aí pode ser o caso de troca dela própria. Mas a ordem é: 1°: agulha; 2°: Headshell; 3° Cápsula, se a sua for Concorde e simultaneamente a troca do Pré-de-Phono, o que for mais barato. Outra Coisa: Cuidado com a regulagem do peso do braço para a cápsula/agulha que está usando - v. está fazendo o VTA corretamente? Está sabendo zerar o contrapeso?
Um grande abraço e boa sorte! Joaquim.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

DÚVIDAS SOBRE TOCA-DISCOS - Perguntando.

Duvidas com toca discos
Marcos Fernando, 9 julho de 2008.
Olá, Joaquim.

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Sou membro de uma comunidade sobre discos de vinil, e desde então comecei a tratar melhor meus discos. Na verdade, comecei a cultivar um gosto pelo som que eles proporcionam e pelo prazer que é colocar um disco de musica classica para girar....Meu velho Sanyo GXT 4545 com pickup Garrard 6300 resolveu me deixar na mão... primeiro o duro golpe do estéreo que se foi quando queimou um canal do amplificador... agora foi a a cápsula que não segura mais a agulha... a capsula eu poderia arranjar facilmente, mas o estéreo me desanimou....Porém, eis que surge um DS-40 completo em um sebo aqui de Blumenau. Não testei o equipamento, pois tomei conhecimento desses modulares há pouco tempo. nem sei como funciona extamente. Tudo o que eu descobri é a agulha que vai nele, e que ele é um belt drive. Está por 300 reais. No sábado quero ver se ele está inteiro, e também ir atrás de outros modulares em eletrônicas por aqui.... Mas a respeito desse aparelho, há algo mais que eu deveria saber? Esse preço está legal? Ao que se equipara esse aparelho? O receiver e o tape deck são bons? As caixas suportam legal? E outra coisa. A cápsula dele é uma GC-11. A agulha é a GS-11. Essa cápsula é legal? Eu não sei nem como comparar capsulas, mas gostaria de saber quanto a ruídos, etc.Até arrumaria meu Sanyo, mas me motivei a comprar outro toca discos por causa de um vinil dos Beach Boys, o Pet Sounds, que está saindo em mais uma edição de 180 gramas. Por 19 dólares eu que não ia perder, hehehehe e não queria (e nem vou!) tocar ele ele em um toca discos todo capenga....Desde já, muito obrigado. Comecei a acompanhar os seus blogs sobre vinil e tape deck. Realmente tem muito material bacana!
Joaquim Respondeu:
Marcos Fernando, obrigado pelos elogios ao blog vinilnaveia e http://limpezadevinis.blogspot.com/ Vou ser direto com você: Não compra. Segura a grana e compra um Receiver ou Gradiente 1360, 1460, 1560 e o Super "A" 1660, uma lenda. Ou outro importado no mercado livre da Marantz, Sansui, Keenwood, Pioneer, desde que esteja excelente de serigrafia e funcionamento. E o Vendedor tenha 99% de qualificações positivas. Helinho Salviati é uma excelente opção no Mercado Livre e ele é de São Paulo, não sei se é sua terra. Quanto ao toca discos belt-drive, JAMAIS compre um belt! São ruidosos (relação sinal ruído ou noise-ratio), e compre sim, um Direct Drive, desde que não seja os Gradiente de braço fino, jamais. Espere achar um Polyvox TD 3000, TD 6000 (Não compre jamais o TD 5000) ou outro de outra marca (me mantenha informado) desde que seja DD, sigla DD antes de qq nº do toca-discos. Tem que ter braço em "S" ou em "J" que também se chama "SME". Os braços são do tipo médio, cromados e aceitam QUALQUER TIPO DE CÁPSULA SÉCULO 21. Principalmente as que v. compra com cartão Mastercard ou Visa Internacional na http://www.needledoctor.com/ ou na Rua Santa Ifigênia em São Paulo, desde que seja uma Ortophon Concorde, uma Shure ou outra das que tem lá na http://www.needledoctor.com/ na opção "Cartridges", > "budget cartridges". Aí V. escolhe. tem que ser uma tipo "Standard", e não "P-Mount". Compre junto com a headshell nova, pois ela influi muito na ressonância e isso significa médios claros e agudos perfeitos! Boa sorte e NÃO SE PRECIPITE COM APARELHOS de 5ª classe. V. pode gastar de 150 a 200 num receiver, 70 a 100 num toca-discos DD ou Direct Drive e pagar 120 mais ou menos importando uma cápsula com shell da Audio Technica. Sabe, jogar um LP num 3 X 1 desses aí com agulha estragada não é bom negócio cara... Até desmoraliza o LP. Espere. faça a coisa certa.Abraços Joaquim.*Bom dia.E um equipamento como você descreveu custa mais ou menos quanto? Pergunto porque no momento não disponho de muito mais que 300 reais... quanto aos sistemas de tração, o aclamado RP II também é Belt Drive e muitos Marantz também. Já li por aí que o melhor mesmo é o Direct Drive.... Por ele ser modular, eu não poderia ir substituindo aos poucos? Pergunto porque estou desesperado para ouir minhas bolachas e me surgiu esse aparelho. Moro em Bluemenau e esse tipo de equipamento preifro testar para usar. por isso queria saber. Obrigado desde já.*Em 09/07/08, Joaquim respondeu:Veja bem, um belt drive para ser bom, tem que ser belt-drive de audiófilo mas NÃO da linha comercial... Os toca-discos de audiófilos todos são belt-drive no mundo inteiro, mas são belts que começam com 1.000 dólares e seguem por 2, 3 10 mil dólares até 149 mil dólares. Porque: Porque são feitos no chamado "State of Art" da Engenharia Mecânica. Então a borracha é a melhor do mundo, o "pino" que roda a borracha (polia) é de aço inoxidável, os motores são os melhores, o controle de roração é o melhor... tudo para justificar, por exemplo, um Clear Áudio Soluction custar 5.000 dólares. Agora um RP-II: Em primeiro lugar, ainda que pretenciosamente destinado pela Gradiente aos audiófilos, é um toca discos barato e comercial e não traz os refinamentos dos verdadeiros belt-drive de audiófilo, que custam caro e muito caro. V. já verificou se a polia do RP-II é de aço inoxidável ou de titânio, para evitar o desgaste e o consequente ruído no prato e consequentemente no disco e no som em geral? A polia de metal ordinário (amarelo) se desgasta, diminiu de diâmetro desigualmente (se ovaliza) e conduz ruído ao sistema. E não adianta ter pich, porque ele só vai regular a rotação, mas não vai retirar o incremento do barulho que os belt-drive comerciais (mesmo o RP-II) tem. As pessoas que falam isso, nunca mediram a relação sinal-ruído de um belt drive RP-II depois de 30 anos. E um belt-drive comercial, vendido em larga escala e barato em comparação com os belts importados State-of-Art, nunca, mas jamais vai superar o desempenho em ruído em relação a um Direc-Drive onde não há contato do motor com o prato, já que o eixo do motor é o próprio eixo do prato, ok? Agora se v. está sem grana e está muito afim de ouvir LP, compre um 3x1 ou coisa que v. depois possa de desfazer logo depois que comprar um Receiver e um DD, porque senão estará jogando dinheiro fora.Outra coisa: Marantz toca-discos belt drive? Pode existir, claro, Sony, etc. Essas marcas são afamadas pelos seus Amplificadores e Receivers, não pelos toca-discos... A não ser os DD.Abraços e veja como vai gastar seu dinheiro. Eu sei que a vontade de escutar um LP é muito boa e grande para quem está há muito tempo sem ouvir LP. Mas dinheiro não dá para desperdiçar, está difícil de conseguir, v. sabe. Noutro email te mandarei alguns exemplos de TD de audiófilo de alto-nível, não comerciais de grande escala, como o RP-II. Joaquim.
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Em 10/07/08, Marcos Fernando escreveu:
Olá Joaquim.
Acho que você me convenceu. De repente me deu um estalo de procurar em Eletrônicas. Muitas pessoas levam seus aparelhos para consertar e nunca mais voltam. Assim, além de um preço "em conta" posso conseguir um toca discos melhorzinho, como os direct drives. Me contentaria a princípio com a capsula e agulha originais, e num momento futuro substituiria por uma Shure ou algo assim....Depois que mandei o email eu li que iria gastar uns 170 reais em um receiver e uns 100 em um Toca Discos direct drive... soa bem mais interessante. As caixas do meu Sanyo são aquelas grandes de 3 em 1 dos anos 70 e têm um som muito legal....Novamente obrigado.Em 10/07/08, Joaquim repondeu:Pois é, devemos investir num som bom! Senão, além de você ficar escutando metade do som que você poderia escutar (em Graves, médios e agudos), ou seja, escutando um péssimo som, v. ainda desmoraliza o coitadinho do LP! LP só toca bem em som bom. Shell, cápsula, braço, peso do toca-discos, potencia do Receiver, tudo isso influi no resultado final! Bem que v. notou isso, ajuizadamente. É melhor esperar mais e comprar coisa boa. E tem mais: Ruído, seja de polia/correia ou rumble, cancela GRAVE! Ou seja, entra em ressonância já no cantilever (ressonância fora de fase) e cancela importantes freqüências de graves. Ou seja, quem tem belt comercial está perdendo Grave. Joaquim. Fora que você vai passar a vida inteira trocando correia... e correia mal feita, apertada, dá problema, se o fornecedor não for bom. Piora o Ruído e desgasta o rolamento do eixo. Joaquim, Em 10/07/2008.
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Marcos Fernando escreveu: E outra coisa..... Você falou do modêlo TD 5000 da Polyvox... O que ele tem de tão ruim? Muda muito de um 5000 para o 6000? Por isso eu vou ver... Não posso comprar novo, né... universitário é sempre falido, “kkk”, mas quero ver nas eletrônicas amanhã à tarde. Capaz de eu achar algum legal por lá. Vou ficar de olho nesses Polyvox. Aliás, o TD 5000/6000 é muito bonito, viu! Adorei o desgin dele! Isso num receiver bacana deve dar um som absurdo!Joaquim respondeu:Não, não, não estou mandando v. comprar nada novo, a sugestão é da mesma aparelhagem que tenho: TD 6000 Polyvox + Gradiente Receiver 1360. Tudo usado. Inclusive o trafo de força do meu já foi re-errolado! P’ra Ter qualidade não se precisa nem de luxo, nem de grana alta: Se precisa de conhecimento. Inteligência. Só isso. Agora esqueça o TD 5000. Ele tem um defeito de projeto que é um integrado que faz parte do circuito do pich do motor. Aqui no Fábio, meu técnico, tem um TD 5000 desses parado porque não se encontra o integrado e nem há substituto. Saia dessa de TD500.Marcos Fernando Simon escreveu:Ahhh entendi... Não interpretei como se você estivesse mandando comprar o equipamento como o seu. Só que vi o toca discos e li um pouco sobre ele e fiquei impressinado pela qualidade. Estou achando vários toca discos aqui, mas a maioria é em 3 em 1 (como o que eu tenho senão pior) e não devem ser grande coisa.... Mas a hora que eu achar um decente...t+Joaquim respondeu, em 11/07/2008:Pois é, o TD 5000 foi um fracasso de projeto da Polyvox, apesar de cheio de frescuras, como pich controlado a quartzo. Isso exigia um circuito que eles não tinham experiência na época pra desenvolver. Daí que os defeitos começaram e enquanto esse integrado estava disponível, era só trocar... mas depois... Quem fabricava não se interessou mais, pois era a era do CD que se iniciava 1987,88... Então a Polyvox acordou do sonho e voltou para o mundo manual e criou o imbatível Polyvox TD 6000, manual, pich manual, só com strobo. E tratou de colocar lá dois potenciômetros que fincionam perfeitamente até hoje. Nada como o simples correto. Igual a NIKON FM2, toda manual, melhor mecânica de Câmera Fotográfica do Mundo! Nunca dá defeito. Só precisa de limpeza de lente como toda e qualquer máquina do mundo, inclusive as máquinas digitais, que pra mim nuncam vão fazer foto de verdade. Nem as de 20.000 reais.Procure no Google sobre o Polyvox TD 6000. Motor de 8 pólos. O melhor que se podia fazer no Brasil. Um ponta de linha na época. Ameaçou tanto que a Gradiente comprou a Polyvox, porque senão ela iria falir, pois não tinha a genialidade do Dono da Polyvox.No site http://www.audiorama.com.br/ procure "Polyvox" e depois, toca-discos. Ele está lá.Se eu achar um material histórico sobre ele, eu te mando.E veja que a relação sinal-ruído dele é melhor que a do TD 5000... Parecia que a Polyvox queria se redimir de um grande erro com o seu cliente e aí deixou-nos de herança o TD 6000... O último da Polyvox antes do golpe comercial da Gradiente. Ficou a lenda. Abraços, Joaquim. Veja-o em http://www.audiorama.com.br/polyvox/toca_discos.htm#TD-6000
E finalmente, observe: São 65 dB do TD 5000 contra 70 dB do Polyvox TD 6000. Só pra você ter uma idéia, os toca-discos de audiófilo de 5, 10, 20 30 mil reais, suspensão a vácuo não superam a faixa dos 80 dB que já é uma coisa extraordinária! O CD por exemplo, tem 90 dB de noise-ratio (mas não tem fidelidade, nem graves). Pode ter pureza de som, somente.Abraços, Joaquim. Em 11/07/2008.